Cabo Verde nos 500 anos de Camões

“O Navegador”, Pintura Tutu Sousa Em 2025 assinalou-se o V Centenário das Comemorações do Nascimento de Luís de Camões. Por todo o mundo lusófono multiplicam-se homenagens. Mas há um episódio pouco conhecido que merece ser lembrado a partir de Cabo Verde: em 1898, o cónego António da Costa Teixeira, natural de Santo Antão, traduziu para

Cabo Verde na Macaronésia

“Durante muito tempo, se não ainda, fomos, pura e simplesmente, um povo de famintos – mas famintos também do saber da cultura e da luz.” – Baltasar Lopes As Conversas Macaronésicas deixaram uma evidência clara. Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde partilham o Atlântico, mas não partilham a mesma experiência. Quatro arquipélagos dispersos, distintos na

El Hierro: O Atlântico começa aqui – Álbum Fotos

Em Sabinosa, a ilha fez-se comunidade em acto. Acolhimento do povo, mercado artesanal, desenvolvimento das Conversas, almoço de fraternidade, recital de poesia e momento musical – tudo convergiu para inscrever a palavra na vida. Como prática situada. Público Primeiras Conversas de Macaronésia Segundas Conversas de Macaronésia Participação/Interpelação Convívio Performance Poético-Musical Rostos da Organização Fotos: Fran

El Hierro: O Atlântico começa aqui

El Hierro abre o percurso das Conversas Macaronésicas II com uma hipótese exigente: as ilhas não são margens, são lugares de decisão. É neste início que o Atlântico se afirma como experiência vivida e como forma de pensamento. Este encontro realiza-se sob a evocação de duas figuras maiores do pensamento insular atlântico: Baltasar Lopes, de

Êss ê qu’é Mindel – A Cidade que Aprendeu a Cantar

Êss ê qu’ê Mindelo nos querido cantin Terra que Deus derramâ sê ligria Terra de B.Leza, terra de Salibana, Êss ê qu’ê São-Cente coraçon de Cabo Verde  – Jotamont, Morna “São-cente” Há cidades que simplesmente existem. Outras tornam-se paisagens da imaginação colectiva. Mindelo pertence a essa rara categoria de lugares que vivem também dentro das pessoas.

Cabo Verde Não Cabe Numa Origem

Corrigir o olhar é necessário. Deslocá-lo também. Tem ganho espaço uma leitura que inscreve Cabo Verde na história africana do Atlântico, sublinhando a violência da escravidão, o peso do colonialismo e a marca profunda das culturas africanas. Nada a opor. Era preciso dizê-lo, recentrar o olhar, repor densidade histórica. Mas recentrar não é resolver. Quando