‘Tambores de São João’, de Jorge Barbosa

      ao engenheiro Humberto Fonseca     Tropel de cavalos velozesque fogem em pânico ao longo de planícies ressequidas   rebombos de nuvens tempestuosas   roncos de ondas que rolamerguidas em espumasobre os areais das praias desertas da ilha    bater  rouco de pilões pelas alvoradas   fragores heróicos de batalhas que vêm

“Arquipélago” de Jorge Barbosa anuncia ‘Claridade’

  Em Homenagem ao Poeta Jorge Barbosa   Enquanto o primeiro número da Claridade, já pronto há muito no original, era preparado para impressão na tipografia do Mindelo – donde só viria a sair em Março de 1936 – o Editorial Claridade apresentou ao público, em Dezembro de 1935, o livro de estreia de Jorge

“Arquipélago”, de Jorge Barbosa, por Jaime de Figueiredo

   Jorge Barbosa, Parque dos Poetas, Oeiras, Portugal. Escultura Leão Lopes, 2015       Jaime de Figueiredo – texto impresso na cinta da edição de Arquipélago de Jorge Barbosa, edição Claridade, 1935     “Um ritmo vital próprio, perfeitamente nuançado, aflora hoje no complexo sentir humano: a psique atlântica. O infinito azul que nos rodeia,

O Claridoso Jorge Barbosa

   Foto Arquivo Raúl Vera Cruz Barbosa     Figura precursora e das mais prestigiadas da moderna poesia cabo-verdiana, Jorge Vera Cruz Barbosa é, historicamente, o anunciador, com a publicação Arquipélago, em 1935, da viragem para os problemas da terra, assumida pelo movimento literário aparecido em 1936. Este movimento aparece ligado à revista literária Claridade.

‘Homenagem ao Poeta Jorge Barbosa’

        PROGRAMA   15h00 – Descerramento de uma placa no edifício onde o poeta morreu, sito na Rua Mário Sacramento, nº. 66 Cova da Piedade. (frente à paragem do Metro denominada Parque da Paz – Perto da Igreja Nova).   Intervenções: Associação Caboverdeana, em nome da comissão organizadora; representante da Câmara Municipal

Jorge Barbosa

      Jorge Vera-Cruz Barbosa nasceu na cidade da Praia, Ilha de Santiago, a 22 de Maio de 1902.   Fez os estudos primários em Cabo Verde e os secundários no Liceu Gil Vicente em Lisboa.   Foi funcionário alfandegário, poeta, contista e um dos fundadores da revista Claridade, em 1936.   Em 1935