Êss ê qu’é Mindel – A Cidade que Aprendeu a Cantar

    Êss ê qu’ê Mindelo nos querido cantin Terra que Deus derramâ sê ligria Terra de B.Leza, terra de Salibana, Êss ê qu’ê São-Cente coraçon de Cabo Verde  – Jotamont, Morna “São-cente”   Há cidades que simplesmente existem. Outras tornam-se paisagens da imaginação colectiva. Mindelo pertence a essa rara categoria de lugares que vivem também

Camões reencontrado nas ilhas – Cabo Verde e o Canto V d’Os Lusíadas

    Capa do Fascículo 5 – Canto V, dedicado a Cabo Verde.Comentado por Dina Salústio, Germano Almeida e José Luiz Tavares, com ilustrações de Yuran Henrique.(Edição comemorativa do V Centenário de Luís de Camões, Imprensa Nacional / Academia das Ciências de Lisboa, 2025.)     Assinalam-se em 2024 os 500 anos do nascimento de

Cabo Verde nos 500 anos de Camões

    Em 1898, um cónego de Santo Antão traduziu Os Lusíadas para crioulo. Um gesto discreto que mostra como as ilhas se reconheceram dentro da epopeia.   Em 2025 assinala-se o V Centenário das Comemorações do Nascimento de Luís de Camões. Por todo o mundo lusófono multiplicam-se homenagens. Mas há um episódio pouco conhecido

Cabo Verde entre Ilhas e Destinos

      Apresentada na Universidade de Harvard, no simpósio internacional *A Luta Continua! – 50.º Aniversário da Libertação Africana do Domínio Português*, a conferência “Cabo Verde: Entre Ilhas e Destinos – Insularidade, Crioulidade e Comunidades Atlânticas” analisou a formação histórica e cultural do arquipélago, da Ribeira Grande às comunidades da diáspora, propondo uma reflexão

Dia da Cultura: Dois Fundadores da Literatura, G. Dantas e E. Tavares

      No dia 18 de Outubro, Cabo Verde celebra o Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, efeméride instituída em homenagem a Eugénio Tavares, poeta da Brava. Este é também o momento certo para lembrar outro escritor bravense, Guilherme Dantas, precursor da ficção cabo-verdiana, cuja obra permaneceu esquecida durante décadas. Juntos, representam duas