15 comentários em “‘Sclôcks / Jóts’ (1)”

  1. Obrigado Lalela por este post.
    Tomei a liberdade de o partilhar no meu fb.
    Tirando o Scuik, privei com todos os outros. Principalmente com o C’mê Deus – António de seu nome –  um exímio construtor de barquinhos feitos de folha e de moinhos de vento, feitos com paus de fósforos.

    Mantenhas

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    • Amigo, Djô Tinha saudades tuas por estas bandas. Sensível como és com a questão das memórias d’Mindel, sobretudo em suporte fotográfico, eu sabia que irias apreciar esta divulgação. Esse material foi-me oferecido pelo Djibla (vou já repôr esta omissão!) e espero divulgar outras do mesmo teor. Um abraço!

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    <P class=incorrect name="incorrect" <a>Mnine</A> de Chã do Cemitério, sai de S. Vicente em 1954 e conheci muito bem o Fernando com quem falava algumas vezes. Nunca mostrei enfado e ele estava convencido que acreditava nas suas estôrias. A cada vez que nos encontravamos, repetia-me que "tinha tido pelo almoço um bom presunto".   </P>
    Dos dois outros não tenho ideia. Mas tinhamos outros bastante castiços.
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    • Caríssimo Amigo, É um prazer encontrá-lo por estas bandas. Se frequenta “Praia de Bote”, pode aparecer mais vezes aqui, “Na Esquina”, para um dedo de conversa pois, certamente, temos muito a partilhar.
      Como nasci em 1952 (Chã de Cemitério), uma geração depois da sua, é natural que não conheça as outras figuras. O Scuíc tinha sido marinheiro num barco grego e “morava” na Praia de Bote. O Cmê Deus, esse é dos anos 70. Ainda conheci e lembro-me bem do Fernando pois ele estava muitas vezes na sede do Derby (junto à Praça Estrela), relativamente perto da minha casa.
      Um abraço e bom domingo!

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  3. Munde ê piqnim “!!! Quando fui para a Chã de Cemitério tinha uma vizinha, bonitinha Xanda ), que penso sobrinha de Nhô Lela Miranda, pessoa amiga e também vizinho de quem falo no meu livro saido o ano passado em Lisboa.
    Naquele tempo em que existia ainda as “meia-porta” havia respeito, amizade e bom tratamento com os vizinhos considerados primeira familia. Minha mãe dizia “se bo dà um grite vzim ê primer que ta parcê”.
    O tempora, o mores !!!
    Um braça de mnine de Tchadessumter.
    V/

     

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    • Fiquei todo arrepiado! Essa Xanda é a minha Mãi ! Conheceu-a, então, mnininha ?! Fico tão contente! De facto munde e más piqnim di ti nô ta pensá Hahaha !!! A Xanda , na verdade, era sobrinha direita da 1.ª mulher do Nhô Lela Miranda, o meu Pa Lela , de que se deve lembrar bem. Portanto, prima de Djack , Timóteo, José Calazans e Armando.
      Dê-me as referênica do seu livro que vou pedir a alguém mo traga de Portugal. Preciso lê-lo e “voltar” à Chã de Cemitérioda minha infância! A propósito, pode ler as minhas “Crónicas de Diazá”, onde também falo do Nhô Lela Miranda aqui http://brito-semedo.blogs.sapo.cv/tag/cr%C3%B3nicas+de+diaz%C3%A1
      Um braça pertód!

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      • Falei porque soube quem és, rapazim.
        Tinhas uma prima da idade da tua mãe que não chegaste a conhecer e que se chamava também Xanda. Estava entre Tà e Djack.
        Utiliza o meu mail (valdemar233@gmail.com (mailto:valdemar233@gmail.com)) para eu te dar endereços onde obter o meu livro. Vais ter mais uns arrepios.
        Abraço
        Valdemar de Nhô Herminio de Telégrafo

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        • Filho de Nha Maninha e do Nhô Hermínio?! Claro! Só podia ser esse Pereira! Ainda brinquei com os seus filhos, que viviam com os avós! É por isso que me conhece e a minha família tão bem! Afinal, a Chã de Cemitério produziu gente fina, hahaha !!! Mas que encontro agradável aqui, “Na Esquina”, sendo nós agora adultos! Dê cá um braça pertód ! Que felicidade, Amigo Valdemar!
          Sobre o seu e o meu livro, sugiro uma troca, mas falarei disso por e-mail.
          Votos de bom fim-de-semana!

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  4. Alguns dos nossos «scloks» falavam coisas com uma lógica quase filosófica, comentavam situações de teor claramente politico, criticando governo, camara, pessoas da roda de poder com a maior descontração. E ninguém ligava (??) porque eram doidos !!!. às vezes até sentiamos uma certa inveja da liberdade e impunidade deles. Lembro-me agora de um que fazia calculos de cabeça tão extraordinários que deixava todos de boca aberta. Vejo como hoje a figura dele, sentado nos degraus da Radio recem tomada depois do 9 de Dezembro de1974, a entreter o grupo de serviço na vigilância… Era alto, tranquilo, com um porte quase nobre. A sua especialidade era calcular horas e minutos de vida vivida: diz-me a data do teu nascimento e digo-te quantos anos, dias, horas, minutos já viveste. Enquanto murmurava baixinho os seus calculos mentais pegavamos numa máquina ou papel e caneta. Não errava uma… Se não tivesse assistido diria que era mentira.

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  5. Farahilda Lima (http://www.facebook.com/TITAINAS)

    Olhei a foto dele e lembrei-me de uma estória minha com o C’MÊ DEUS: estava eu a sair do Banco à hora do almoço, grávida de muitos meses e de repente vejo o C’MÊ DEUS atravessar a rua a correr na minha direcção brandindo um côco inteiro que agarrava pelos «cabelos» puxados para um dos lados. Estacou à minha frente, fez um gesto agressivo como se fosse bater-me com o côco na cabeça. Encolhi-me transita de medo à espera do desfecho… e ele desce a mão lentamente toca-me o ombro, dá uma enorme gargalhada e diz-me .. «bô creditá mô um táva ta bem dôbe que ês côque ? môs!!!» e foi-se a troçar de mim. Não ganhei para o susto. 

     

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