Há cerca de um ano vivemos um momento inolvidável. Confirmou-se um sonho, coroou-se um processo forjado de muita esperança, muita entrega, muita emoção em torno de um Homem que era a alma e o rosto de um projecto que tendo a sua cara o ultrapassava, ultrapassava os que lhe eram mais próximos, deixava de ser só dele para ser do país, para ser do Povo, para ser das pessoas.
Cabo Verde, nas ilhas e na Diáspora, escolhia a pessoa de Jorge Carlos Fonseca para seu Presidente. Um momento mágico, a noite de dia 21 de Agosto, selava uma jornada inesquecível durante a qual a convicção, a firme serenidade, a alegria e a emoção foram as vias através das quais as ideias, os propósitos, a determinação chegavam e eram assumidas pelas pessoas. Nesse momento, depois de confirmados os resultados eleitorais, o Presidente dirigia-se à Nação. Falava para a sua família, dirigia-se aos seus apoiantes, mas sobretudo, de forma solene falava para o seu Povo. Com a postura de estadista que sempre assumiu durante a Campanha eleitoral, falou aos cabo-verdianos, aos que o apoiaram e aos que escolheram caminho diferente.
Retomou as linhas mestras do seu percurso. Reafirmou o compromisso de colocar sempre as pessoas em primeiro lugar, de representar com dignidade e devoção todos os Cabo-Verdianos.
A alegria se apossava das pessoas. A emoção explodia. Todos nos lembramos da grande dificuldade que o recém eleito Presidente teve para percorrer os escassos metros que separavam a sua residência da sede de campanha. A realização do sonho assumia a forma de lágrimas, música, abraços, gritos numa amálgama de corpos, sons envolvendo o Presidente, conferindo ao ambiente uma atmosfera que emprestava a essa noite uma áurea de uma palpável irrealidade.
Os telefonemas sucediam-se. De todos os cantos do País e da Diáspora chegavam mensagens. Qual rede que não conhece limites e que desafia fronteiras, todos queriam partilhar com todos. Bem antes dos resultados finais já se comemorava. Muito cedo a vitória se desenhou e o tempo apenas foi confirmando a tendência. A onda aumentava. A natural ansiedade foi cedendo lugar à euforia que crescia com o tempo, aumentava com os números. As declarações sucederam-se, preparando a mais aguardada, a do terceiro Presidente da República de Cabo Verde O caminho percorrido desde a solitária decisão de JCF de submeter o seu desejo/ ambição de representar todos os Cabo-Verdianos, até a consagração do dia 21 de Agosto de 2012 não foi fácil e nem automático. Ele foi construído no dia-a-dia e as ferramentas principais foram a história, a consistência e as características do então candidato, a clareza dos propósitos e a entrega dos que acreditaram, assumiram e abraçaram um projecto que tinha Cabo Verde como referencia primeira e as pessoas como destinatárias absolutas.
Esses foram os ingredientes que contribuíram para que a ligação entre a decisão solitária e a apropriação dos seus aspectos essenciais pelo Povo acontecesse. Essa mediação foi importante para que identificação da grande maioria dos cabo-verdianos com as ideias-chave do projecto presidencial ocorresse.
De norte a sul de Cabo Verde, da Europa às Américas, da Africa à Ásia, houve gente que fez do projecto uma verdadeira epopeia, gente que se entregou de alma e coração para que Cabo Verde tivesse o Presidente que tem hoje e que vai exercendo o cargo da forma que prometeu, tendo os interesses de Cabo Verde por diapasão e o bem-estar das pessoas por objectivo absoluto. A eleição de JCF foi sem dúvida um marco, um acontecimento que consagrou as opções apresentadas e os caminhos escolhidos. Mas estamos em crer que mais do que esse grande episódio o que a confirma a justeza das propostas é a concretização do projecto, a materialização das ideias.
De facto, durante estes quase 12 meses de mandato e numa conjuntura a vários títulos complexa, JCF, não se tem deixado abalar pelas consequências dessa realidade que afecta todos os cabo-verdianos e muito menos por condicionalismos, bizarros, artificiosos, inesperados e inaceitáveis num estado de direito. Na realidade, as proposições apresentadas vão sendo materializadas na sua acção diária na Capital do país, nos mais diversos recantos de Cabo Verde e em amplos espaços da Diáspora.
Com aguçado sentido de Estado e do papel que a Constituição lhe confere, em permanente comunhão com as aspirações e expectativas das pessoas, em articulação com as condições do país e no estrito respeito pelos outros órgãos de soberania, JCF vai construindo a sua magistratura de influência politica e moral. A sintonia entre o Presidente e as pessoas, todas as pessoas, parece quase perfeita. Há quem fale em taxas de aprovação que ultrapassariam os 90%, colocando-o na condição de político mais popular e influente do país. O nosso objectivo era eleger o Presidente de todos os cabo-verdianos. Para isso procurou-se convencer o maior número possível de pessoas da bondade desse propósito. Um ano depois pensamos que temos todas as razões para, com todos os cabo-verdianos, comemorar. Queremos nesta hora abraçar fortemente todos os que como tu, deram o seu máximo para termos o Presidente que temos.
Gostaríamos que todos os amigos procurassem, com todos os cabo-verdianos, sem qualquer tipo de distinção, em todos os Concelhos e no estrangeiro, assinalar a data. Assinalar o 21 de Agosto com jornadas de confraternização, de júbilo, de alegria.
Na Praia pretendemos, com todas as pessoas, promover uma jornada cultural durante o dia 21 de Agosto e um jantar no dia 24 para os quais estás convidado(a). Contamos com a tua participação. Se for possível, esteja fisicamente connosco na Praia nos dias 21 e 24 de Agosto. Se não, assinala com amigos, com todos os cabo-verdianos da forma que achares melhor, esta data que é tua, de todos nós, de todos os Cabo-Verdianos.
Pela Comissão Organizadora,
António Maurício Santos, João Leal e Luís Eduardo Leite



Força, Senhor Presidente !
O Povo Cabo-Verdeano – inta e extra muros – espera por si, conta com o seu espirito empreendedor num Cabo Verde de todos, Uno e Indivisivel, onde os “filhos de fora”, que nunca esqueceram os seus deveres, possam beneficiar dos mesmos direitos.