Pelas veredas de Mindelo
E pelas esquinas envergonhadas
Vejo rostos curtidos pelo tempo
Autênticos pergaminhos da vida
Onde já não cabem mais sílabas.
Tento ler neles os capítulos antigos
De aventuras e frustrações
De esperanças e desilusões.
Sentam-se à sombra das acácias
Em prosaica lassidão
Buscando no jogo do ouril
Estratégias de ocasião
Para iludir as partidas
Que a vida lhes vai pregando.
– Adriano Miranda Lima, Tomar

Caro amigo Adriano ; E simplesmente sublime este poema ,Rostos Curtidos ;o teu poema traduz exatamente a expressao no rosto desses nossos compatriotas ,-como dizes e bem – procurando matar o tempo,enganando a sua frustaçao num jogo de uril .Digo-te sinceramente Adriano ,num poema podemos expremir quase tudo o que sentimos e que sofremos .O teu poema neste aspecto é portador de uma realidade ,que se vê no rosto- repito- dos nossos compatriotas . Aquele especial abraço ;Um Criol na Frânça ; Morgadinho;