Cabo Verde na Macaronésia

      “Durante muito tempo, se não ainda, fomos, pura e simplesmente, um povo de famintos – mas famintos também do saber da cultura e da luz.” – Baltasar Lopes   As Conversas Macaronésicas deixaram uma evidência clara. Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde partilham o Atlântico, mas não partilham a mesma experiência. Quatro

El Hierro: O Atlântico começa aqui – Álbum Fotos

    Em Sabinosa, a ilha fez-se comunidade em acto. Acolhimento do povo, mercado artesanal, desenvolvimento das Conversas, almoço de fraternidade, recital de poesia e momento musical – tudo convergiu para inscrever a palavra na vida. Como prática situada.   Público Primeiras Conversas de Macaronésia Segundas Conversas de Macaronésia Participação/Interpelação Convívio Performance Poético-Musical Rostos da

Cabo Verde Não Cabe Numa Origem

    Corrigir o olhar é necessário. Deslocá-lo também. Tem ganho espaço uma leitura que inscreve Cabo Verde na história africana do Atlântico, sublinhando a violência da escravidão, o peso do colonialismo e a marca profunda das culturas africanas. Nada a opor. Era preciso dizê-lo, recentrar o olhar, repor densidade histórica.   Mas recentrar não

Crioulidade: a chave para entender Cabo Verde

    Uma leitura histórica do país     Cabo Verde tem sido frequentemente explicado a partir da raça ou, mais recentemente, apenas pela escravatura. Ambas as leituras ficam aquém da complexidade do país. A escravatura marcou o trauma da origem, mas não explica a sociedade que se construiu depois. Para compreender o Cabo Verde