NOTÍCIA:
O debate da CPLP do qual resultou uma ata e uma acta
Exigências de Angola e Moçambique sobre o Acordo Ortográfico (AO) obrigaram à alteração da ata final da XIV Conferência dos Ministros da Justiça da CPLP, em Díli, para incluir, ao longo de todo o texto, as duas grafias.
[…]
Depois de um debate de quase 30 minutos o impasse acabou por ser resolvido com uma solução invulgar: duas grafias no mesmo texto, ignorando apelos dos que, com o representante do Brasil, recordaram que no passado sempre houve só uma ata (notícia completa).
COMENTÁRIO:
Dos PALOP apenas Cabo Verde e São Tomé e Principe ractificaram o Acordo Ortográfico de 1990. Angola, Moçambique e Guiné-Bissau são frontalmente contra. Onde está o bom senso? Com quem deve alinhar Cabo Verde?

Cá para mim, o alupec e o novo acordo ortográfico da língua portuguesa foram forjados no mesmo departamento do Inferno. Foi decerto um demónio que odeia cabo-verdianos, portugueses, brasileiros, angolanos, moçambicanos, guineenses, são-tomenses, timorenses e todo o resto de pobres humanos que falam esta desgraçada língua e os seus crioulos. E não há ninguém que nos acuda!… É de FATO um FATO terrível.
Braça (ou será braka ” com cedilha no “k”?)Djack (este é o único “k” que uso em português ou crioulo e é por vir por via britânica)
Não ata nem desata, até que sai uma ata e …uma acta. Eu revejo-me nesta última, para não ficar atada!
Saudações a todos e viva a coexistência pacífica das variantes da língua portuguesa, que não precisa de ser engomada por decreto. Engome-se antes o fato, que a língua, é um facto!, nunca esteve amarrotada! Apesar das variantes, entendemo-nos todos na mesma, não é verdade? Diversidade é riqueza e é bonito respeitar as especificidades de cada uma.
Com Angola, Moçambique e Guiné-Bissau….