Escadinha da loja Toi Duarte (Mindelo), onde Cesária gostava de se sentar
Vasco Martins e Tchalê Figueira cumpriram a promessa e já têm pronto “uma espécie de nostalgia da memória de coisas boas e menos boas que vivemos nesses anos, e a demonstração de ternura e admiração à Cesária”.
A Esquina do Tempo publica, em jeito de pré-publicação, o Prefácio do livro.
Numa bela tarde de Abril de 2015, num restaurante na Cidade Velha na ilha de Santiago, veio a ideia, causada por questões que o Brito-Semedo nos fez sobre a Cesária [ler aqui], de escrevermos um pequeno livrinho despretensioso sobre os anos que precederam o seu sucesso (85-89), anos esses onde verdadeiramente começamos a conhecê-la melhor, a termos relações de verdadeira amizade e mesmo de cumplicidade.
Começamos então a trocar os escritos e a pensar como dar forma ao livro. Por fim, resolvemos separar os textos. Uma parte mais vivencial, dinâmica e embebida na vida, e outra parte que fala de um projeto artístico que foi e nunca foi, como se compreenderá após a leitura.
Não é uma homenagem. É sim uma espécie de nostalgia da memória de coisas boas e menos boas que vivemos nesses anos, e a demonstração de ternura e admiração à Cesária.
O título deste livro deve-se à letra da morna de B.Léza ‘Lua nha testemunha’, compositor que ela tanto admirava.
– Tchalê Figueira & Vasco Martins
