Baltasar Lopes da Silva, pseudónimo poético Osvaldo Alcântara, nasceu na Ilha de S. Nicolau a 23 de Abril de 1907.
Licenciado em Direito e Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, regressou a Cabo Verde na década de 30, onde foi professor e Reitor do Liceu Gil Eanes, em S.Vicente.
Poeta, contista, romancista, filólogo, ensaísta, com incursões pela etnologia e pela sociologia, foi uma das inteligências mais vivas e cultas do Arquipélago. Fundou juntamente com Manuel Lopes e Jorge Barbosa a Revista Claridade, teve colaboração dispersa por várias publicações e figurou em várias colectâneas. Da sua obra, destaca-se o romance Chiquinho, o livro de poemas Cântico de manhã futura e o estudo linguístico O dialecto crioulo das ilhas de Cabo Verde.
Foi advogado durante dezenas de anos, defendendo muitas vezes as pessoas socialmente desprotegidas.
Faleceu em Lisboa a 28 de Maio de 1989, com 82 anos de idade.

Meu professor, meu mestre, meu mentor…Aconselhou-me cursar Direito e emprestou-me um livro com obras de Molière…O Direito deu para o torto e Molière deve ter-me transmitido o gosto pela escrita…Quando uma vez lhe quis fazer uma entrevista para a Rádio, aquando da morte de Jorge Barbosa, disse-me que eu é que tinha que gravar as respostas dele pois a sua voz não era “fotofónica”…Não sei porquê, sempre me chamou de “Zico” mas nunca o corrigi! Era um ENORME HOMEM GRANDE!!!