
Manuel Lopes, ficcionista, poeta e ensaísta, é um dos fundadores da moderna literatura cabo-verdiana e da revista Claridade, juntamente com Baltasar Lopes da Silva e Jorge Barbosa.
Nasceu em São Nicolau, a 23 de Dezembro de 1907 e faleceu em Lisboa, no dia 25 de Janeiro de 2005, com 98 anos. Os seus romances, Chuva Braba (1956) e Flagelados do Vento Leste (1959) são sobre a ilha de Santo Antão.
Os dois romances são complementares, na medida em que tratam dos efeitos de duas indomáveis e volúveis forças da natureza tão conhecidas dos patrícios, a chuva e a lestada. A Chuva Braba termina num cântico à fecundidade da terra sagrada e Flagelados do Vento Leste, em cânticos macabros e fúnebres a uma terra amaldiçoada. Livro esse que foi adaptado para o cinema em 1995, dirigido pelo realizador António Faria.
Manuel Lopes tem também publicado Galo Cantou na Baía (1959), obra constituída por uma novela e quatro contos, cujos temas são o mar, o porto e a cidade – principalmente a cidade do Mindelo.
A nível da poesia, Manuel Lopes publicou Poemas de Quem Ficou (1949), Crioulo e Outros Poemas (1964) e Falucho Ancorado (1997).
– Manuel Brito-Semedo