
03 de Dezembro é, desde Fevereiro de 2018, o Dia Nacional da Morna.
É tese de Eugénio Tavares (1932) que a Morna – “música, dança e canto: compasso quaternário, atitudes langues, andamento vagaroso” – teria surgido na ilha da Boa Vista, passando depois às outras ilhas, adaptando-se, e tomando a feição psíquica de cada povo. Na Brava torna-se romântica, aperfeiçoando-se e evoluindo-se na ilha de São Vicente, sobretudo com o compositor B.Léza.
A partir da ilha de São Vicente e da cidade da Praia a Morna abre-se para o mundo. Nesse processo, destacam-se os trovadores Manuel de Novas e Anu Nobu e salientam-se intérpretes como Bana, Cesária Évora e Ildo Lobo, igualmente instrumentistas, nomeadamente, Luís Morais, Morgadinho e Frank Cavaquim e conjuntos musicais intemporais como A Voz de Cabo Verde.
Nos anos de 1980/1990 surgiu o que se pode considerar uma “nova morna”, destacando-se compositores como Antero Simas, Nhelas Spencer e Betú.
O Dia Nacional da Morna foi instituído como sendo o dia do nascimento do compositor e músico Francisco Xavier da Cruz – B.Léza. A 11 de Dezembro de 2019 a Morna foi consagrada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
– Manuel Brito-Semedo