Jorge Barbosa, Parque dos Poetas, Oeiras, Portugal. Escultura Leão Lopes, 2015
Jaime de Figueiredo – texto impresso na cinta da edição de Arquipélago de Jorge Barbosa, edição Claridade, 1935
“Um ritmo vital próprio, perfeitamente nuançado, aflora hoje no complexo sentir humano: a psique atlântica.
O infinito azul que nos rodeia, a distância que nos envolve e beija, sublimaram de Sonho a longa simbiose dos sangues…
E fluindo sempre para o diferenciado, rasga-nos a vida novo ciclo.
Esse processus – consciencializando-se – determinará valores virgens, um inédito clima emocional, o nosso verdadeiro caminho para a integração viva na alma do mundo.”
De referir que Jaime de Figueiredo é o autor da capa do Arquipélago.


Como se diz ali em cima, o livro é de Dezembro do ano de 1935 e parece que quer sair desse limite temporal, tal como a palavra “arquipélago” aparenta esgueirar-se da capa. E nela, as dez ilhas, “Ilhas perdidas, / esquecidas num canto do mundo… / Destroços de um naufrágio!…” e o palhabote que as une. Book minúsculo, de apenas oito poemas, mas grande no corte que faz com a poética anterior. Já, um verdadeiro livro cabo-verdiano.
Quanto ao Jaime de Figueiredo (o tal que não gostava do nome “Claridade” e preferia “Atlântida”, que produz o texto da cinta, a retribuição é feita no poema “Ilhas”, magnífico fresco alusivo ao arquipélago, um dos melhores que já li sobre as ilhas.
Djack