História tão simples
… Que em simples palavras se conta
É esta do Nascimento
Do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Foi algures numa noute
Em Belém da Judeia
Que se deu esse exemplo
De comovedora humildade.
O Filho de Deus Poderoso
Nascendo tão pobremente
Naquele desconforto
De um estábulo qualquer.
E assim Maria tornou-se
Mãe de Jesus e nossa mãe
Enquanto o gado remoía
O feno da ração.
Depois os anjos anunciaram
Aos pastores dos sítios
Que ficavam em redor
Que Messias nascera.
E vieram todos conhecer
O menino que iniciava
O prometido reinado
Das antigas profecias.
Então adoraram.
E a mãe pálida sorria
Para a criança deitada
Por sobre a palha do seu lado.
Cavalgando camelos
Alta noute chegaram
Três Reis Magos do Oriente
Só para verem Jesus.
Vinham de longe e a Estrela
Que os guiava ficou suspensa
Mesmo em cima do estábulo
Brilhando mais que as outras.
Ouro, Incenso e mirra
Três presentes simbólicos
Os três Magos trouxeram
Em três cofres pequenos.
Três presentes simbólicos:
O ouro destinado ao rei
O incenso para Deus
E a mirra para o Homem!
E eis aqui finalmente
A história da Natividade
A mais simples e a mais terna
De entre as outras que há.
Tão curta ela se conta
Em bem poucas palavras
E a sua ingénua poesia
Até nos causa impressão.
– Jorge Barbosa, São Vicente, Natal de 1952
