
Jorge Vera-Cruz Barbosa (Praia, 22.Maio.1902 – Cova da Piedade/ Almada, 6.Janeiro.1971)
Enquanto o primeiro número da Claridade, já pronto há muito no original, era preparado para impressão na tipografia do Mindelo – donde só viria a sair em Março de 1936 – o Editorial Claridade apresentou ao público, em Dezembro de 1935, o livro de estreia de Jorge Vera-Cruz Barbosa, Arquipélago, que é como que o prelúdio do aparecimento daquela revista literária, e o seu autor, o pioneiro da moderna poesia cabo-verdiana.
Com este livro minúsculo, de apenas oito poemas, Jorge Barbosa entra para a história da literatura moderna cabo-verdiana como o anunciador da sua viragem para os problemas da terra, assumida pelo movimento literário ligado à revista Claridade (1936-1960). Tinha ele 33 anos de idade.
A obra poética de Jorge Barbosa consiste em três livros – Arquipélago (1935), Ambiente (1941) e Caderno de um ilhéu (1956) – e poemas vários publicados esparsamente na imprensa cabo-verdiana e estrangeira. Em 2002 a sua obra completa foi reunida num único volume, editada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa.
– Manuel Brito-Semedo