“Nôs Terra, Nôs Gente” – Emigração feminina para Itália

 

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A primeira geração de jovens mulheres a emigrar para a Itália foi nos anos 60 e 70 que foram para a gente das ilhas uma época muito dura e de difícil sobrevivência.

 

As mulheres da Brava, São Nicolau e Sal foram as primeiras a emigrar. Os Padres Capuchinhos, presentes nas ilhas da Brava e São Nicolau, dentre eles o Padre Pio Gottin e o Padre Gesualdo Fiorini foram os primeiros a fazer de ponte de ligação para responder aos pedidos de empregadas domésticas para trabalhar em casa de famílias burguesas que frequentavam as paróquias na cidade de Roma. No Sal, foi um comandante da Alitalia quando seus aviões aterravam na ilha como escala técnica para os voos que se dirigiam à América do Sul.

 

Roma foi o destino inicial. Depois passaram para outras cidades importantes como Turim, Milão, Génova, Florença, Palermo e Nápoles.

 

Calcula-se que ainda hoje 70% das cabo-verdianas em Itália tenham emprego como auxiliares domésticas. A partir dos anos 80 algumas dessas mulheres saíram do circuito do trabalho doméstico para se dedicarem a outras actividades, em especial na área dos serviços e, muitas vezes, por conta própria.

 

Manuel Brito-Semedo

 

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