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Os navios que entram na barra,
Os navios que passam ao longe
(Suponho-me vendo-os duma praia deserta) –
Todos estes navios abstractos quase na sua ida
Todos estes navios assim comovem-me como se fossem outra coisa
Não apenas navios, navios indo e vindo
[…]
(do poema Ode Marítima de Álvaro de Campos / Fernando Pessoa)
Velas içadas, o Falucho parte hoje em viagem inaugural, espero que em mar de Almirante, calmo e sereno.
Sai dos estaleiros do Expresso das Ilhas, pelo empenho da armadora, a Editora Rosa de Porcelana, e é lançado ao mar em grande estilo – com direito a um belo pôr-do-sol na Orla e trilha sonora de mestres d’terra – levando a bordo uma tripulação da melhor qualidade, mestras de cerimônia excepcionais e passageiros que, faço votos, apreciem a viagem.
Como forma de perenenizar o momento, este capton que vos fala preparou uma lembrança, em forma de moeda-falucho, que será entregue no desembarque.
O meu apreço e sincero agradecimento a todos que, directa ou indiretamente, contribuíram para trazer esta obra para o concreto.



– Manuel Brito-Semedo