
Fotografia de 1945
Trata-se do corpo médico colocado em São Vicente junto de um avião Dakota que levou uma preciosa carga, a penicilina, que, pela primeira vez, chegava a Cabo Verde. Dr. Ramiro Figueira é o primeiro da esquerda para a direita.
Foto cedida gentilmente por Ramiro Figueira, Filho
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Do amigo Joaquim Saial, dono do blogue Praia de Bote, recebi a contribuição que se transcreve abaixo:
In “Diário Popular” (Lisboa)
10.Janeiro.1945
Pág. 1 – UM AVIÃO MILITAR SEGUIU HOJE PARA CABO VERDE ONDE VAI LEVAR PENICILINA PARA ACUDIR A UM MILITAR EXPEDICIONÁRIO EM PERIGO DE VIDA – Adoeceu gravemente um… [a palavra seguinte não é legível] da guarnição militar de São Vicente de Cabo Verde. A fim de tentar a sua salvação tornava-se necessária a aplicação de penicilina. O facto foi participado para Lisboa e esta manhã partiu para ali um avião militar tripulado pelos capitães Bettencourt e Eurípedes e pelo tenente Benjamim de Almeida e ainda dois mecânicos e dois radiotelegrafistas, transportando as doses necessárias daquele medicamento.
16.Janeiro.1945
Pág. 8 – a penicilinaterapia foi assunto de uma palestra no hospital militar – [A notícia vem datada de São Vicente, 16, sem indicação de ser de Cabo Verde. Contudo, não parece que seja de outro local, dada a notícia de 10.Janeiro.45, p. 1, do mesmo periódico] Por iniciativa do dr. Júdice Pargana, director do Hospital Militar, efectuou-se hoje uma reunião do corpo clínico hospitalar onde o dr. Janz, médico analista dos hospitais de Lisboa em serviço militar nesta cidade, tratou do importante problema da penicilinaterapia.
O militar para o qual se recebeu, por via aérea, a penicilina, continua melhorando.