“A obra prometia polémica e esta, de facto, não falta. Onésimo Silveira Uma Vida, Um Mar de Histórias, o último livro de José Vicente Lopes, já aí está para agitar consciências e discussões. Uma obra que é uma viagem pelas memórias e pela vida do primeiro presidente eleito da câmara de São Vicente, desde a infância até à actualidade. 420 páginas da História e de histórias do homem, do político, do romancista, do poeta, do ensaísta, do combatente, do diplomata, do controverso Onésimo Silveira”.
– Jorge Montezinho, in Expresso das Ilhas
Sobre Consciencialização na Literatura Caboverdiana, “o livrinho maldito”, publicado em 1963, Onésimo Silveira faz revelações interessantes. Confira as páginas 79 a 82.
Onésimo Silveira: “Esse texto é tanto meu como do Manecas [Manuel Duarte, Praia, 1929-1982]. Ele disse-me: “É este o texto que vais levar para Sá da Bandeira porque precisamos de ti fora da cadeia’” (p. 79).
José Vicente Lopes: Mas por quê vocês não assumiram a co-autoria desse texto?
Onésimo Silveira: Não convinha, simplesmente. E não convinha por causa do Manecas, não por mim, porque eu, para todos os efeitos, era já um homem marcado pela PIDE; o Manecas não, embora ele já estivesse comprometido com a luta de libertação nacional” (p. 82).
Para ler na íntegra Consciencialização na Literatura Caboverdiana.
Onésimo Silveira: Uma Vida, Um Mar de Histórias
Autor: José Vicente Lopes
Spleen Edições
Praia, Janiero, 2016
