Sobre “Herança”, sexto álbum de estúdio de Lura, a revista [Songlines] realça a “voz rouca” da cantora, que escolheu “maravilhosos e ritmados funanás”, como “Sabi di mas” e “Ness tempo di nha bidjissa” e que, com este CD, “se aproxima das suas raízes cabo-verdianas, sem abandonar Lisboa”, a cidade onde nasceu.
“Cabo Verde é revisitado e reinventado num ritmo ‘jazzy'”, afirma a revista, que realça a “excelência” dos músicos que acompanham Lura, entre os quais Pedro Jóia e Naná Vasconcelos.
“Um CD que é um misto de canções originais e recriações de temas melancólicos”, afirma o crítico Alex Robinson, especialista em música de origem lusófona, que assina o texto sobre o álbum.
Robison enfatiza o “toque contemporâneo” em clássicos como “Maria di lida” e “Somada”, de Kaka Barbosa, realçando a “destreza da boa produção”.
O CD, publicado em setembro último, é constituído por 14 canções, nove das quais inéditas, um álbum que Lura disse à Lusa ser “um contar de histórias” que os antepassados lhe deixaram.
“O meu património de Cabo Verde é a história que todos os meus antepassados me contaram, me deixaram como herança e são essas que conto”, precisou (ler a matéria completa).
