Singela Homenagem a Vasco Graça Moura
Há quem leia e traduza Miller, Sade e Genet.
Outros, como o Graça Moura, preferem vinhos mais antigos, manjares doutras eras, sabendo a Petrarca, Dante e Shakespeare com que alguns reis, quiçá um rol de príncipes de requintado saber e paladar, porventura um ou outro papa, animavam suas áureas taças e talheres de prata.
Com as lágrimas, digo tinta de um tinteiro quase seco e uma pena de pato grafei esta prosa à guisa de singela homenagem.
– Arménio Vieira, Pracinha da Escola Grande (Praia), 27 de Abril de 2014
NOTA: Ver, a propósito, o despacho da Lusa
Epitáfio para a Campa de Vasco Graça Moura
Em abril há quem, em lugar do cravo, favorece a magnólia.
Resta saber se as duas flores, em vez do louro, não destoam no funeral de ALGUÉM que o foi, no sentido em que os antigos davam à palavra, esquecendo porém de a grafar com maiúsculas.
27-04-2014
– Arménio Vieira

