Esclarecedor, completo e ilustrado com fotografias da época, este é um documento essencial para todas as gerações e para todos os portugueses.
Que sabem hoje os portugueses de 1975? Que recordam os mais velhos? Que é que esse ano diz (se ainda diz) aos mais jovens?
1975 é um ano que, observado à lupa, como acontece nestas páginas, continua a surpreender, tal é o curso desvairado dos acontecimentos num país em que o primeiro-ministro afirma que o resultado das eleições não é para respeitar, a direita defende que a revolução vá até ao absurdo, a esquerda não aceita ser apeada, e até o presidente da República considera que a marcha da revolução tomou uma aceleração que o povo não tem capacidade de absorver. Um país onde os oficiais das Forças Armadas e os líderes dos partidos combatem ferozmente na praça pública, as forças políticas de extrema-esquerda dão o braço às massas progressistas para instalar o Poder Popular e um Governo chega a fazer greve. É um processo revolucionário inédito na Europa, observado atentamente pelos vizinhos e pelo bloco soviético, manipulado pelos Estados Unidos, e com a intervenção de tropas cubanas em Angola.
1975 – O Ano do Furacão Revolucionário relata o dia-a-dia de um país à beira da guerra civil, recordando os factos históricos e as pequenas histórias que dividiram como nunca os portugueses.
Título: 1975 – O ano do Furacão Revolucionário
Quem: João Céu e Silva
Género: Crónica
Ano: 2013
Editora: Porto Editora

Lembro-me bem desse ano e não só! Foi uma época de grandes dúvidas mas de enorme esperança porque a ditadura fascista tinha caído e a maioria, graças aos céus, não queria regressar à mesma situação política. 1975 foi um ano de muita convulsão a todos os níveis: na evolução política, no emprego, na situação financeira do país, onde o ouro começava a desaparecer dos cofres públicos. Um ano que este livro vem registar, felizmente, para que a memória não se esqueça! Factos que, neste momento, deverão lembrar ao povo português que convém resistir à exploração social que se instalou com unhas e dentes – resistir de todos os modos, seja nas urnas, seja nas ruas, seja nos locais de trabalho!