Santiago

Cidade da Praia (Rotunda da Quebra Canela), Foto Daniel Monteiro Júnior

 

Ninguém mais/ há-de dizer a brisa/ que colou/ o nosso abraço inseparável/ Santiago
As asas/ de pedra e vento/ que ganhei/e plantei/nas encruzilhadas/de todas as manhãs/abertas e/cheias de janelas

Minha ilha/esmagada de/sol/e de seca/ e de sede/ Santiago

Ninguém mais dirá/o sabor das tuas noites/pinceladas de estrelas/esfomeadas
Ou a paisagem/repleta dos olhos/dessas crianças nuas

Só tu e eu/saberemos/eu e tu/do afecto/da areia/que besuntou como açúcar/esta fúria

E o sal/e a música/e a força/do teu mar/ a transbordar

Porque ninguém mais/contará da brisa louca/que colou o nosso abraço/inseparável/Santiago

 

– Paula Martins, Lisboa

 

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Jornalista do Público desde a sua fundação, em 1990, dedica-se com especial interesse a temas relacionados com a criança no âmbito social e da saúde. O abandono de bebés, os maus-tratos, a violência e a negligência praticados contra as crianças, bem como a delinquência juvenil foram objecto de reportagens e entrevistas com especialistas ao longo dos últimos dez anos. Licenciada em Sociologia iniciou o seu percurso profissional, com estágios na RDP – Antena 1 e no vespertino A Capital em 1983, tendo passado nos anos seguintes pelas redacções do JL – Jornal de Letras, Voz Di Povo (Cabo Verde), RTP1 e Expresso.

 

 

 

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