Diva Barros nasceu na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, arquipélago de Cabo Verde, a 26/10/67. Filha de Artur Gomes ou Artur Cavaquim, como era mais conhecido o pai pela associação que toda a gente fazia entre o seu nome de baptismo e o instrumento homónimo, do qual era um virtuoso intérprete, desde muito cedo afeiçoou-se à música e aos músicos que faziam parte da “entourage” paterna. Manuel de Novas, Chico Serra, Valdemar Lopes da Silva e Vitorino, entre muitos outros, os primeiros tendo integrado com seu pai uma das primeiras bandas acústicas de Cabo Verde, no período pós-independência, a “Nova Ourora”, contribuíram para que germinasse na criança de então a paixão pelo canto. Era o gosto pelos diversos géneros da música cabo-verdiana, mas também pela música latina, pelos sambas, pela bossa nova, pelo jazz e a soul.
Distinguida nas edições de 2005 e de 2007, da Gala “Nôs Música”, em Mindelo, com o prémio Cesária Évora para a melhor voz feminina, Diva arrebatou os votos do júri e do público, tendo interpretado esse reconhecimento como “um estímulo muito forte para gravar”.
Diva consegue misturar músicas de diferentes paragens, mas o seu repertório é dominado pela música cabo-verdiana, onde a morna, a coladeira e outros ritmos de Cabo Verde fazem valer. Canta muitas vezes temas dos compositores mais antigos porque, afinal, desde pequena, aprendeu a apreciá-los em noites de Mindelo, mas não deixa de admirar bastante alguns dos actuais, que também inclui no seu repertório.
Em Dezembro de 2010 cumpre o prometido, produz e lança o 1º CD com o título Palco d’ Vida, tendo na direcção musical outro novel virtuoso das artes musicais em Cabo Verde, Hernâni Almeida. O álbum de 12 faixas traz o sabor das músicas tradicionais das ilhas, com algum tempero de ritmos de outras paragens, cantadas de acordo com a sua maneira muito própria de sentir.
Os temas são todos de compositores nacionais como Jotamonte, Paulino Vieira, Constantino Cardoso, Boi Gê Mendes, Teófilo Chantre, Vlu, Glanzer Ramos, Calú Monteiro e Djoy Amado, além de uma faixa da autoria da cantora.
Assumindo com convicção a cabo-verdianidade, afirma que cantando, pinta os traços da sua alma e a música torna-se a tela que oferece a todo o mundo. É também uma permanente homenagem ao pai, seu inspirador, que cedo lhe ensinou o valor do património cultural do país que a viu nascer.
O álbum, diz ela, nasceu da sedução pelos diferentes palcos que percorreu e das palavras de encorajamento de todos quantos a têm acompanhado, pelo que só pode chegar com bom vibe. De resto, acrescenta Diva: – “Já era tempo dos meus fãs terem uma gravação porque tenho recebido muitos Fonte: aplausos nos palcos da minha vida”.
Fonte: Diva, Perfil do FaceBook


Diva tem uma voz divina. Ah se a apanhasse no tempo dos teatros do Castilho. Havia de a fazer dançar (e cantar) “Dia que tchuva bem” no belissimo sketch.
Obrigado, Amigo, por ter trazido essa creoula