O Na Esquina do Tempo retoma a sua rúbrica “Filmes Eden Park”, ou seja, “filmes que marca(ra)m”, reportando-se aos clássicos do cinema mundial que, eventualmente, terão sido exibidos em S. Vicente e nesse cinema.
Depois de ‘E Tudo o Vento Levou’, ‘Casablanca’, ‘Cantando na Chuva’, ‘Zorba, O Grego’, ‘Jesse James’, ‘Lawrence da Arábia’, essa rúbrica de homenagem ao Eden Park regressa com ‘Os Cavaleiros da Távola Redonda‘, e um convite de Artur Mendes (Massamá, Sintra), rapaz desse tempo, aos “velhotes” a recordar:
“Por favor… justá-me nha bilhete”; O único cinema no mundo a fiar bilhete, o “passá vale”; o crepitar do som de mancarra com casca e chupo de cana, exportado para todo o mundo em forma moderna de pipocas; a desgraça que era para a bilheteira se o “sport” morresse no filme!
Aquele professor que apareceu no Liceu, alto mau e feio, que a malta “botzou” de Djak Palance!; o boyce que endoidou por se julgar Tony Curtis, ”Tony Cortiça”! E cá fora, my God, Nhâ Tuda com as suas inigualáveis doçarias, Cirilo a vender cigarro “Chesterfield de côroa” avulso… – Bô ta fiá-me? – Só quando Smart tiver filtro! Enfim, a vastíssima influência do cinema na cultura mindelense”.
Na Inglaterra do século VI, o fim da ocupação romana deixa o país em turbulência. No local de uma recente batalha entre os senhores de guerra, Arthur Pendragon e sua meia-irmã, Morgana Le Fay, encontram-se conforme combinado com o feiticeiro Merlin para discutir como acabar com o derramamento de sangue. Morgana afirma que, como ela é a única descendente legítima do último rei, o trono pertence a ela, mas Merlin submete os adversários a um teste para determinar o legítimo soberano da Inglaterra. Merlin os leva à Excalibur, uma espada embutida em uma bigorna, e lhes diz que, segundo a lenda, aquele que conseguir remover a espada, será o verdadeiro soberano da Inglaterra.
Representando Morgana Le Fay, Mordred, um cavaleiro campeão, tenta em vão remover a espada, enquanto Arthur a remove facilmente. Mordred acusa Merlin de bruxaria, e uma audiência é marcada com o Conselho de Reis no Círculo de Pedra. Depois de avisar Arthur que ele deve provar-se digno do trono por seus méritos, Merlin o instrui a recolocar a espada na pedra.
Enquanto isso, o cavaleiro francês, Lancelot, e seus homens, cavalgam em direção ao Círculo de Pedra, na esperança de oferecer seus serviços a Arthur. Na estrada, Lancelot encontra uma jovem mulher, chamada Elaine, que rapidamente se apaixona pelo belo cavaleiro. Eles são emboscados por homens de Mordred, e Lancelot bravamente enfrenta todos. Arthur chega e participa da batalha. Lancelot, sem conhecer a identidade dele, o desafia para a luta. Depois de uma luta longa e desgastante, Lancelot, finalmente, pergunta o nome de seu oponente, e quando descobre que se trata de Arthur, quebra sua espada contra uma árvore e se ajoelha diante dele.
A eles, une-se Percival, irmão de Elaine, que pede para se tornar um cavaleiro de Arthur. Mais tarde, no Círculo de Pedra, Arthur e Mordred discutem antes do Conselho de Reis. Quando a multidão se volta contra Arthur e Lancelot, eles são forçados a fugir, prometendo tomar o reino no campo de batalha. Arthur e seus homens escondem-se durante o inverno e lançam um ataque contra os homens de Mordred na primavera. Apesar de formarem um grupo bem menor, os homens de Arthur ganham a batalha e ele é coroado rei da Inglaterra. No interesse da paz, o novo rei imediatamente perdoa todos os seus antigos inimigos, mas quando Lancelot objeta o perdão para Mordred, os dois se indispõem.
Na estrada, Lancelot descobre que a bela Guinevere havia sido raptada e a resgata, sem saber que ela é noiva de Arthur. Os dois se casam e a alegria do rei é completa quando Lancelot chega a Camelot e oferece novamente sua fidelidade. A Inglaterra goza um período de paz e prosperidade. Um dia, Percival traz Elaine até a Corte, onde pede à Guinevere que a torne uma de suas damas-de-companhia. Enquanto isso, Morgana e Mordred continuam a abrigar sentimentos de rancor contra Arthur, bem como, a registrar o crescente interesse entre Lancelot e Guinevere.
Particularmente, Merlin adverte Guinevere que Mordred tentará semear desconfiança sobre seu relacionamento com o cavaleiro, e acrescenta que Lancelot deveria se casar. Ela procura Lancelot, a quem diz que sabe de seu amor secreto por ela e lhe pede para que se case com Elaine. Atendendo ao seu pedido, Lancelot propõe casamento à Elaine e pede a Arthur para deixá-lo juntar-se à luta na fronteira escocesa. Certa noite, Lancelot e Elaine são visitados por Percival, que relata como uma visão celestial o instruiu a ir em busca do Santo Graal, o cálice do qual Cristo bebeu na Última Ceia.
Mordred convoca uma reunião dos inimigos de Arthur, na Escócia, e os exorta a fazer a paz, para que Lancelot seja forçado a voltar para Camelot, onde será finalmente exposto como amante de Guinevere. A proposta de paz chega a Arthur, ao mesmo tempo em que nasce o bebê de Lancelot, Galahad, cuja mãe morre durante o parto. Levada à Corte, esta delibera que a criança deve ser enviada ao pai de Lancelot. Sentindo o cheiro de uma trama, Merlin se mostra contrário à vinda de Lancelot à Camelot, mas Morgana o envenena, e o cavaleiro retorna à cidade em meio a uma grande fanfarra.
Tarde da noite, com ciúmes depois de ver Lancelot beijar outra mulher, Guinevere vai ao quarto dele sem saber que está sendo espionada por Morgana e Mordred. Preocupado, Lancelot mostra a loucura dela vir ter com ele, e logo a seguir, os homens de Mordred chegam para prendê-los por alta traição. O cavaleiro luta contra todos e foge com Guinevere. Julgados à revelia, os dois são declarados culpados. De repente, Lancelot entra e se rende, e quando confessa seu amor casto por Guinevere, Arthur revoga a sua sentença de morte. Sob protestos de Mordred, Arthur ordena que Guinevere seja confinada em um convento de freiras em Amesbury, e Lancelot expulso da Inglaterra. Indignado com essa demonstração de misericórdia, Mordred consegue fazer com que os outros cavaleiros se voltem contra Arthur, e uma nova guerra civil tem início. Arthur reúne-se com Mordred e concorda com seus termos para dar fim à guerra, que incluem a dissolução da Távola Redonda.
No entanto, quando um dos homens de Arthur pega sua espada para matar uma cobra, o grito de guerra é soado. Arthur é mortalmente ferido, e Lancelot retorna do exílio para ficar ao seu lado. Com seu último suspiro, Arthur ordena a Lancelot que destrua Mordred e que dê a Guinevere seu amor e seu perdão. Parando apenas para atirar Excalibur num lago, Lancelot procura Guinevere no convento, a quem transmite a mensagem de Arthur, e em seguida mata Mordred depois de uma feroz batalha.
Mais tarde, ele encontra Percival na Mesa Redonda e chora, culpando-se pelo fim de uma amizade tão nobre. Ao ter outra visão do Santo Graal, Percival ouve a voz de Deus dizendo-lhe que Galahad, filho de Lancelot, será um cavaleiro digno e que Lancelot está perdoado e que agora vai conhecer a paz.
Ficha Técnica
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Outros Títulos: |
Les chevaliers de la Table Ronde (França) |
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Pais: |
Estados Unidos |
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Gênero: |
Ação, Aventura |
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Direção: |
Richard Thorpe |
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Roteiro: |
Talbot Jennings, Noel Langley, Jan Lustig |
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Produção: |
Pandro S. Berman |
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Música Original: |
Miklós Rózsa |
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Fotografia: |
Stephen Dade, Freddie Young |
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Edição: |
Frank Clarke |
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Direção de Arte: |
Hans Peters, Alfred Junge |
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Figurino: |
Roger K. Furse |
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Maquiagem: |
Charles E. Parker |
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Efeitos Sonoros: |
A.W. Watkins, Sash Fisher |
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Efeitos Especiais: |
Tom Howard |
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Nota: |
6.9 |
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Filme Assistido em: |
1954 |
Elenco
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Robert Taylor |
Sir Lancelot |
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Ava Gardner |
Rainha Guinevere |
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Mel Ferrer |
Rei Arthur |
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Anne Crawford |
Morgana Le Fay |
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Stanley Baker |
Mordred |
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Felix Aylmer |
Merlin |
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Maureen Swanson |
Elaine |
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Gabriel Woolf |
Percival |
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Anthony Forwood |
Gareth |
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Robert Urquhart |
Gawaine |
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Niall MacGinnis |
Green Knight |
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Ann Hanslip |
Nan |
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Dana Wynter |
Criada de Morgana Le Fay |
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Jill Clifford |
Bronwyn |
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Stephen Vercoe |
Agravaine |
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Laurence Harvey |
Pequena participação |
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Howard Marion-Crawford |
Simão |
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John Brooking |
Bedivere |
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Peter Gawthorne |
Bispo |
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Mary Germaine |
Brigid |
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Patricia Owens |
Lady Vivien |
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Roy Russell |
Leogrance |
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John Sherman |
Lambert |
Indicações
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção de Arte
Oscar de Melhor Gravação de Som
Festival Internacional de Cannes, França
Grand Prix do Festival (Richard Thorpe)


Ao tempo o termo técnico era desconhecido:
” Comprá bilhete de geral e sentá na fauteile”
…
Hoje charmar-lhe iam corrupção activa!
Activei… muitas vezes!
Saudações à minha querida amigas” Catana Perês”!
O Cinema e os “nominhas”:
Onde quer que estejas… Dadinha… de Farmácia do Leão.
( cognominada com toda a justiça )
Eshter Wiilliams da praia da Matiota
Vai um garnde abraço de saudade.
Amendes
A minha vivência de E.Park remonta aos anos 40 do século XX, época em que, pelos menos dois filmes tinham direito a reposição: “Shane” e “Aviso aos Navegantes”…
Recordo, tambem, o filme que inaugurou a época do Cinemascópio, com uma musiquinha de sabor oriental no genérico, na voz inconfundivel de Nat King Cole – As Aventutas de Hagi-Baba (Não confundir com Alli-Baba…), e os intermináveis filmes de 24 partes que eram projectados em dias sessões, a geral a dez tostões e pirinha de quatro por meio tostão…Ao pensar, hoje, nestas coisas, chego a convencer-me de que já vivi noutra galáxia…
O célebre Hagi-Baba…. imortalizado pela “letra e música do saudoso amigo Dante Mariano: –
“Era um vez um boice engrassador…
ôli Cê nome… cê nome … de crisma era Hagi- Baba… Hagi- Baba,,
Nascido e criado … lá na canalin de nhô Tonio Djujuin …
( lamento não me lembrar do resto da letra… sei que acabava numa cena de ciumes e de pancadaria.. porque o Hagi Baba… era um eximiu massagista de gorata!
Olà ” Zito ” aqui no outro lado desta ” esquina ” acabo de ler o teu comentàrio ,a tua vivência com o Eden Park ,nos anos 40 ,época que eu vivi também e que sinceramente aindame sinto saudades daqueles tempos .Falando desses filmes que marcaram , a nossa juventude e me lembro quando ofilme era bom ,passavamos quase toda a semana a recontar aqueles que puderam ver o filme ,por razoes da sala do Eden Park superlotada ,outras vezes por razoes financeiras ,porque se na verdade os bilhetes ,cujo preço de ( dez tostoes) nem todos os jovens ,tinham a possibilidade de ter esta importância no fim da semana .Quanto ao filme de Hagi- Baba ,posso te dizer ” Zito ” ,que lembro perfeitamente do actor principal ,(o belo John-Derec ).Bons e velhos tempos . Aquel abraço de cabo-verdianidade ;Morgadinho !..