Penso que o Guste Cavirinha , que foi um dandy da Rua da Luz e Praça Estrela, não era “sclok”. Ele era mesmo bastante esperto, dotado de humor, e sabia tirar partido disso com suas saidas de fazer rir qualquer um. Nomeadamente quando se encontrava no meio dos rapazins buzode.
Ele merecey uma letra especial na mùsica “Cavalerie”, escrita pelo senhor Sérgio Frusoni, que foi interpretada pelo filho Franco no primeiro teatro do Castilho. Espero que o Fernando venha confirmar antes que apareça contestação.
Obrigado, Amigo, Dou as mãos à palmatória pela classificação abusiva do Guste Cavirinha como sclôck”. Fiquei agora curioso e, eventualmente, outros leitores do “Na Esquina”, sobre o a ‘letra’ de Sérgio Frusoni . Lembro-me vagamente de ouvir cantarolar essa musiquinha. Será que o filho vai aparecer por aqui para participar da nossa conversa? Braça!
Perante a sua resposta, fico pesaroso, amigo. Não fique “atingido” porque o nosso homem, apesar de tudo, pode bem figurar mas como um… “exotico” porque não era verdadeiramente 100%. Continuo a dizer que ele era um esperto que aproveitava das condições. Senão, espero que apareça o Fernando a dizer qualquer coisa sobre a letra do Pai. Um braça rije moda na nôs terra.
O Valdemar está certo quando afirma que o Guste Cavirinha não era um “scloque”, apenas um exótico ou, diria eu, daqueles mais genuínos intérpretes das cenas cómicas e humorísticas que caracterizavam o Mindelo do seu (nosso) tempo. O Cavirinha será lembrado como das figuras populares mais típicas da nossa cidade.
Eu era rapazinho quando conheci o Augusto Cavirinha . Ele era ” basofe p’ afronta “. O meu irmao Franco, utilizando a marcha dos nortistas americanos, escreveu palavras brincalhonas sobre as aventuras fantasticas que faziam parte do imaginario de Augusto Cavirinha. O Franco cantou esta marcha no teatro Castilho. Aqui vai um cheirinho da marcha: ” Quem conhece o grande aventureiro Augusto Cavirinha Natural de S.Vicente Ele diz deu volta ao mundo inteiro Chegou até a Lua ……de carro ( nao me lembro bem ) Cavirinha, Caavirinha La na Lua nao ha gente para enganar..”
Intervenho de novo para dizer que gostei muito de ver aqui relembrada a fisionomia do Guste Cavirinha. Deixei de o ver a partir de 1962, portanto já lá vão 49 anos, praticamente meio século. Ao ler as storias do Zizim Figueira, que o retratou algumas vezes, eu tentava reconstituir mentalmente os traços fisionómicos do nosso homem, mas certamente já com alguma imprecisão causada pelo esbatimento da memória. Por isso, é bem vinda a foto. É extraordinário como aquilo que rodeou a nossa infância nos marca para sempre, mesmo que alguns detalhes físicos se vão esboroando com o tempo. Onde a memória da realidade física falha o coração complementa com impressões que são do domínio já quase metafísico.
Penso que o Guste Cavirinha , que foi um dandy da Rua da Luz e Praça Estrela, não era “sclok”. Ele era mesmo bastante esperto, dotado de humor, e sabia tirar partido disso com suas saidas de fazer rir qualquer um. Nomeadamente quando se encontrava no meio dos rapazins buzode.
Ele merecey uma letra especial na mùsica “Cavalerie”, escrita pelo senhor Sérgio Frusoni, que foi interpretada pelo filho Franco no primeiro teatro do Castilho.
Espero que o Fernando venha confirmar antes que apareça contestação.
Obrigado, Amigo, Dou as mãos à palmatória pela classificação abusiva do Guste Cavirinha como sclôck”. Fiquei agora curioso e, eventualmente, outros leitores do “Na Esquina”, sobre o a ‘letra’ de Sérgio Frusoni . Lembro-me vagamente de ouvir cantarolar essa musiquinha. Será que o filho vai aparecer por aqui para participar da nossa conversa? Braça!
Perante a sua resposta, fico pesaroso, amigo. Não fique “atingido” porque o nosso homem, apesar de tudo, pode bem figurar mas como um… “exotico” porque não era verdadeiramente 100%.
Continuo a dizer que ele era um esperto que aproveitava das condições.
Senão, espero que apareça o Fernando a dizer qualquer coisa sobre a letra do Pai.
Um braça rije moda na nôs terra.
O Valdemar está certo quando afirma que o Guste Cavirinha não era um “scloque”, apenas um exótico ou, diria eu, daqueles mais genuínos intérpretes das cenas cómicas e humorísticas que caracterizavam o Mindelo do seu (nosso) tempo. O Cavirinha será lembrado como das figuras populares mais típicas da nossa cidade.
Eu era rapazinho quando conheci o Augusto Cavirinha . Ele era ” basofe p’ afronta “. O meu irmao Franco, utilizando a marcha dos nortistas americanos, escreveu palavras brincalhonas sobre as aventuras fantasticas que faziam parte do imaginario de Augusto Cavirinha. O Franco cantou esta marcha no teatro Castilho. Aqui vai um cheirinho da marcha:
” Quem conhece o grande aventureiro
Augusto Cavirinha
Natural de S.Vicente
Ele diz deu volta ao mundo inteiro
Chegou até a Lua ……de carro ( nao me lembro bem )
Cavirinha, Caavirinha
La na Lua nao ha gente para enganar..”
Entrei como anonimo por nao ter o blog no Sapo. Sou Fernando Frusoni.
Obrigado, Amigo, pelo seu depoimento com evocação de memória. O gestor do blog e os leitores agradecem! Braça!
Intervenho de novo para dizer que gostei muito de ver aqui relembrada a fisionomia do Guste Cavirinha. Deixei de o ver a partir de 1962, portanto já lá vão 49 anos, praticamente meio século. Ao ler as storias do Zizim Figueira, que o retratou algumas vezes, eu tentava reconstituir mentalmente os traços fisionómicos do nosso homem, mas certamente já com alguma imprecisão causada pelo esbatimento da memória. Por isso, é bem vinda a foto. É extraordinário como aquilo que rodeou a nossa infância nos marca para sempre, mesmo que alguns detalhes físicos se vão esboroando com o tempo. Onde a memória da realidade física falha o coração complementa com impressões que são do domínio já quase metafísico.