Grémio Recreativo Castilho

Grupl Coral e Teatral do Castilho. Foto anos 60, gentilmente cedida por Américo Medina

 

Esquerda para a direita: (1.ª Fila) Nhélas Araújo, Titina, Timóteo Silva, Daniel Almeida (Cuda),…, M.ª José Almeida, Djosinha, Manuela de Nha Concha; (2.ª Fila) ,…, Duca de Nhô Pitra, Daniel Almeida (Didi de Farmácia), Ernesto Medina,…, Luís de Nhô Quim Chavinha, José Calazans Silva,… de M.ª José de Laquenha,…, Longino e Amândio Cabral; (3.ª Fila), Djack Silva, Armando Silva, Manel Figueira e Nelly.

 

O Grémio Recreativo Castilho, fundado  em 1923,  por jovens estudantes pertencentes à classe média mindelense (constituída de funcionários, agentes do comércio e empregados das companhias inglesas) marcou a vida cultural e desportiva de Cabo Verde.

 

Interessa saber porque se inspiraram  no ultra-romantismo de António Feliciano de Castilho e não do realismo e do naturalismo de Antero de Quental, fundador de Associações de Trabalhadores e de jornais políticos, ilhéu dos Açores e mais próximo das realidades de Cabo Verde e adversário do ultra-romantismo? A resposta deve estar nesse comentário a soldo do escritor António Aurélio Gonçalves, ao afirmar que o ultra-romantismo português, de que António Feliciano de Castilho foi um dos grandes mestres, teria encontrado o seu último refúgio em Cabo Verde nas  mornas de Eugénio Tavares (Brava, 1868/1930). Ler mais aqui.

 

 

10 comentários em “Grémio Recreativo Castilho”

  1.  

    Caro Amigo Manuel:

     

    O Luiz Silva acaba de me anunciar a publicação do artigo dele sobre o lançamento do meu livro em S.Vicente no teu blog:

     http://brito-semedo.blogs.sapo.cv (http://brito-semedo.blogs.sapo.cv/)

     

    Não encontro palavras para te agradecer a gentileza que tiveste em trazer novamente esse evento, ainda por cima no teu blog cultural. Foi pena não teres posto a foto do 1° teatro que se encontra no livro (“O Teatro é uma Paixão – a Vida é uma emoção”) a páginas 26 o que daria mais autenticidade ao trabalho pois foi nessa altura que nasceram os Teatros do Castilho.

     

    A foto que mereceu (e bem) ser posta é da continuação do trabalho começado e que nunca mais parou sob a égide de outros carolas. E, se não estou em erro, utilizaram material que enviei da Diáspora, logo que comecei a escrever, e a traduzir, sketch’s e letras de músicas francesas precisamente para o Castilho, como reconhecimento da oportunidade que me deram para “fazer a minha brincadeira”.

    Depois da leitura do dito livro (“O teatro é uma paixão – a vida é uma emoção”) verás que no primeiro espectàculo (“Clanestinos no Céu”) lançamos as mornas “Tempo de caniquinha” (Sérgio Frusoni), “Mudjer Bonita” e “Sina de Cabo Verde” (Gabriel Mariano e Jacinto Estrela). Também se ouviram as vozes de Mité Costa, Franco Frusoni, Ju Sousa e Longino. 

     

    No 2° lançamento (“Clandestinos na Terra”) foi a a consagração do grande tropetista Moragadim e também de Djosinha, o cantor romântico do Alta de S. Nicolau.

     

    Já na minha ausência o Castilo lançou a Titina Rodrigues e o Amândio Cabral e confirmou o Djosinha que se encontram todos na foto que se vê a abrir este capitulo.

     

    Por isso e por tudo mais que fez para S.Vicente em particular e para Cabo Verde em geral, o Castilho – o clube da nossa Chã do Cemitério – merece ser acarinhado. Devemos fazer o possível para o levantar do lugar onde se encontra e que não é o dele.

     

    Vai um abraço de mantenha e de obrigado

    Valdemar

     

    P.S. – Se achares por conveniente, e se for possível, informa que o livro se encontra à venda no “Côté Bazar” em S.Vicente na Rua Senador Vera Cruz e, em Portugal na ETNIA ou na sede da Associação dos Antigos Alunos do Ensino Segundàrio em Carnide.

    Penso ainda ser de salientar que livro não teve qualqer patrocinio e queo produto integral da sua venda é destinado aos meninos da rua de Soncente.

     

    Recomendo-te também – para os teus arquivos – a apresentação feita em Lisboa pelo dr. Joaquim Saial (blog Praia de Bote), lamentando não ter recupertado o trabalho da dra. Anita Faria (Roterdão) que também muito me agradou também
    Obrigado

    Tcheu mantenha pa tude gente

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  2. A senhora com a letra L na primeira fila é a minha mãe: Maria José Silva Almeida – falecida esposa do Didi (de Farmácia) Almeida

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    • Obrigado, Amigo, pela ajuda na legendagem da foto. Às vezes fica difícil fazer essa identificação. Mas, já está e agradeço a colaboração e partilha. Um abraço também para o Pai, Didi de Farmácia.

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  3. E que agradável tertúlia aqui vai nestes seus escritos! Se me permite uma opinião e porque são agradavelmente públicas, estas conversas “quase” justificariam em si um post, tantas as “estórias” de encontros, desencontros, coincidências… (ali no “quase” uso aspas apenas para lhe deixar o desafio 🙂

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  4. É sempre gratificante ver figuras antigas de São Vicente, pessoas que realmente abraçaram a cultura e o desporto mindelense e caboverdiana. É ainda uma alegria ver os meus pais ( Didi e Mª José ), tio (Daniel, Cuda) e outros amigos do meu pai nesta linda foto.
    Um abraço

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  5. Os meus primos Daniel e Valdemar já disseram quase tudo. O meu pai, Daniel Almeida (Cuda), está posicionado atrás da Titina.
    Cumprimentos
    Vera Almeida

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