Passado na década de 1950, um fotógrafo (Ricardo Trêpa) está hospedado numa pequena pensão, mas tem de acordar subitamente à noite para fotografar uma linda moça (Pilar López de Ayala) que acabara de falecer. O fotógrafo que está na região do Douro para documentar antigos métodos de trabalho nas vinhas, com especial atenção aos chamados cavadores da terra, fica subitamente perturbado pela imagem da falecida.
Diretor: Manoel de Oliveira
Elenco: Ana Maria Magalhães, Ricardo Trêpa, Pilar López de Ayala, Luis Miguel Cintra, José Manuel Mendes, Susana Sá, Adelaide Teixeira
Produção: François d’Artemare, Maria João Mayer, Luis Miñarro
Roteiro: Manoel de Oliveira
Fotografia: Sabine Lancelin
Duração: 94 min.
Ano: 2010
País: Portugal/ França/ Espanha/ Brasil
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Les Films de l’Après-Midi / Lusomundo
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É um nome incontornável da sétima arte. Aos 102 anos, Manoel de Oliveira (n. 1908) tem a entrega obstinada de um adolescente. Jovem campeão de salto à vara, ginasta e corredor de automóveis, fez o seu primeiro filme, “Douro, Faina Fluvial”, com apenas 23 anos. Mas foi cinco décadas mais tarde que o seu ritmo acelerou de forma espectacular. Realiza, pelo menos, um filme por ano. Hoje, com pouco mais de um século de vida, mantém o espírito criador que o destaca no mundo do cinema. “É o primeiro grande cineasta português e, porventura, o maior”, diz o historiador Rui Afonso.

