Rua de Lisboa, Mindelo
– Meninos, estava cá deitada a pensar comigo mesma que está na altura de darmos uma demão de cal nesta casa! Mais a mais porque as festas estão a chegar! Tenho de começar a pôr uns tostõezinhos de parte para comprar uns quilos de cal, não muito porque a vida não está a dar para mais. Ouvi dizer que lá na Drogaria de Nhô Céza tem uma boa cal da Boa Vista[1]! A de Lisboa é muito cara! Que achas Xanda?!
– Tá dret, Mãi Liza! Eu já tinha pensado nisso. Posso até pedir um adiantamento no meu serviço para poder ajudar! Ah, lembrei-me agora que Nha Comadre Chiquinha tem um dinheiro para me dar, já faz tempo. Vou amanhã mesmo falar com ela, sem falta!
Recordo ou imagino (?!) este diálogo entre a minha Avó, a minha Mãi Dona, e a Mãi Xanda.
Foi esta a imagem que, num ápice, me veio à mente quando li a proposta da Trêza, a responsável pela dinamização e destaques da Comunidade da SAPO Cabo Verde, que também é Designer:
“Tenho acompanhado o seu blog que promete transformar-se num enorme e valioso depositário de memórias e alicerces da Cultura de Cabo Verde. Assim, para além de o ter colocado em destaque na homepage do SAPO Cabo Verde (http://www.sapo.cv) e na homepage dos Blogs SAPO CV (http://blogs.sapo.cv), gostaria de elaborar um layout exclusivo para o seu blog”.
A abordagem deixou-me desarmado e sem argumentos e só tinha de aceitar a cal de Lisboa, adquirida nas melhores drogarias, com pincel da mais alta qualidade e mão-de-obra especializada incluída.
É assim que o SAPO nos brinda, a mim e aos que me lêem, refrescada e pintadinha de fresco, do telhado até ao chão, com esta Na Esquina do Tempo!
Apetece-me fazer um post – este – e colocá-lo em lugar de destaque com os seguintes dizeres: “Cuidado! Não encostar Na Esquina! Pintado de fresco!”
Acabo por me decidir por algo em tom mais ameno e apelativo: “Venham ver como Na Esquina do Tempo ficou mais bnitin e revisitar as estórias de diazá!”

Obrigado, Trêza! Obrigado, Equipa do Sapo Internacional! O vosso trabalho está um brinquinho!
– M. Brito-Semedo
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[1] Havia também a cal da Ribeira de Julião e da Seladinha de Cal, que era mais barata, mas essa era usada na argamassa da construção civil e não para caiar.

Uabá!!!
Dá matá!!! Ku nôs ka podêdu!!!
Falando agora a sério, Filho, a Equipo do SAPO esmerou-se e brindou-me(nos) com este “ovo” recheado da Páscoa!
Marco encontro regular “Na Esquina”.
Tchêu Bijin de sôdad, pa bô i pa Any!
Eu queria dizer “Obrigada” mas estou cheia de baba… 😛
Mas é preciso sublinhar que o mérito não é meu, nem do SAPO Internacional, mas apenas do Brito-Semedo, por desenvolver um trabalho fantástico!
Excelente!!!
Parabéns Brito-semedo. Já andei “xeretando” o teu BLOG e como tudo o que fazes, está um primor!!!! Bravo! Virei mais vezes á esquina do tempo! Valeu!!!!
Oi, Esther , bem-vinda ao Club da Esquina do Tempo! Contigo já somos muitos e bons! Aparece para um dedo de conversa ou apenas para te encontrares com amigos de diazá e partilhares da companhia! Abraços!
incrivel! gostaria de viver na quel tempo sanente era sabe.obrigado pessoal porque cada vez k’um bem espia ess site,é um alegria pah mi
Passà sempre Tchenta ; de vez enquando bô dobrà ness ” Esquina ” porque ali tem sempre algo culturalmente historico de nôs terra , particularmente de Sao Cente ondê qu ‘ bô t ‘ ôtchà , assuntos de desporto de cultura e grandes personagens de Cabo Verde de ôtes tempos , enfim de tudo !..Um abraço de caboverdianidade !..