“Primeiro soou o cavaquinho, arrastado e leve, como se fosse o remo de um barco a bater na água, não tinha pressa.
O violão veio a seguir, mais autoritário, a marcar o compasso, forte como os braços dos pescadores.
Depois, misturado com o vento do deserto africano, meio cigano, meio escravo, entrou o gemido do violino.
Fui buscar a minha voz lá ao fundo do umbigo, ou para um tempo antes desse umbigo, e os sons da minha voz saíram sem que eu soubesse que estava a cantar.”
Jorge Marques, in O primeiro-ministro queria ser cantador de mornas, 2000
Partitura para piano da morna ‘Eclipse’, harmonização de Vasco Martins





Ildo Lobo, um cantor que foi representativo do seu Povo, soube cativar pelas suas qualidades de artista e de cidadão.
Deixou saudades.
R.I.P.