Corsino António Fortes
São Vicente, 14.Fev.1933 – 24.Julho.2015
Capitão das ilhas
Morreu hoje o capitão de um navio das ilhas.
Não foi porque ele era bom
e puxava afectuosamente o fumo do seu cigarro
quando falava comigo
que fui ao seu enterro.
Nem tão-pouco porque conheci
as tragédias náuticas
que serviram de alicerce ao único poema,
entre flores e caiado de branco,
que ele escreveu nesta vida.
Fui ao seu enterro porque sou caçador de heranças
e queria confessar a minha gratidão
pela riqueza que ele deixou,
pela sua dimensão desmesurada do mundo
e pela sua incorporação no veleiro em que todos navegamos.
– Osvaldo Alcântara
in Cântico da Manhã Futura, 1986
Foto Carlos Fortes Lopes


As lendas permite-se anunciar com sinos o seu silencio com cancoes e haicais…
Perdemos o Corsino, mas a sua obra mantém-no vivo entre nós!
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Vejam as fotos feitas durante a visita dele ao Ribeirão Preto, Brasil
https://www.facebook.com/jonwilfoto/phot os/ms.c.eJw9zMENADEIA8GOTgQDhv4bOwlCniNb y0yIwixEUPJx7O2s56NB8bg2ZwE8urYx1tF~;82t n94Lr7B379~_mJ~;iraHQo~-.bps.a.788302301 267061.1073741878.206822859415011/788302 344600390/?type=1&theater
Ainda venho a tempo de deixar aqui a expressão do meu sentimento pela morte do nosso grande poeta. Longe ainda de ser convenientemente estudado, diria que o poema do Baltasar Lopes é apropriado para descrever o poeta Corsino Fortes. Vejo-o efectivamente como ” capitão de um navio das ilhas”. Pelo olhar largo e sentido como viu as nossas ilhas, as suas pedras e o seu mar.