As Origens Genéticas dos Povos Fundadores

Encontra-se na Praia uma equipa da Universidade de Michigan (EUA) a conduzir um estudo exploratório com o propósito de reconstituir a história genética do povo cabo-verdiano através da análise das variantes do Crioulo, ao mesmo tempo que recolhe amostras de ADN. A combinação desses dados linguísticos e genéticos “permitirá dizer se os ascendentes de um grupo de indivíduos vieram de África, da Europa ou de ambos os lugares”.

Esta equipa de investigadores é chefiada pela caboverdiano-americana, Marlyse Baptista, Professora Associada do Centro para Estudos Afro-Americanos e Africanos do Departamento de Linguística, e integra dois outros investigadores, Noah A. Rosenberg, Professor Associado do Departamento de Genética Humana (ausente nesta fase) e Paul Verdu, Antropólogo Biólogo do Departamento de Genética Humana. A equipa permanecerá no País até ao dia 26 de Julho.

Segundo a investigadora Marlyse Baptista, esta pesquisa envolve uma amostra de cerca de 20 indivíduos, repartidos pelas variantes de S. Vicente e de Santiago. A informação linguística obtida neste estudo será usada como base para uma série de artigos sobre as propriedades fonológicas, morfo-sintácticas e semânticas da língua caboverdiana e as amostras genéticas, utilizadas em pesquisas futuras.

4 comentários em “As Origens Genéticas dos Povos Fundadores”

  1. Bem, sou leiga na matéria, mas uma amostra de apenas 20 indivíduos? S. Vicente e Santiago parecem continuar a ser considerados os extremos nas variantes em Cabo Verde..

    Acho que foi no ano passado que esteve em Cabo Verde um linguista francês, de quem já não recordo o nome, que trouxe conclusões bem interessantes. Vamos a ver se estes confirmam as conclusões dele..

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    • Amiga, Fala-se num estudo exploratório, o que pressupõe algo mais alargado e desenvolvido. Nessa altura, talvez contemplem as variantes de outras ilhas.
      A Universidade do Porto, mais propriamente dito, o Departamento da Genética, deve ser esse a que te referes, fez um estudo e divulgou resultados interessantes sobre as percentagens africanas e europeias nos nosses génes. Agora, o que se propõe fazer é um estudo da história do povoamente tendo em conta a componente linguística.

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      • O linguista de que falo era francês e tive conhecimento disso através de uma notícia num jornal on line, julgo que no Liberal. Tinha divulgado informações sobre as influências africanas e europeias, nomeadamente portuguesa, no crioulo. Se conseguir localizar o texto trá-lo-ei aqui, embora já tenha tentado e não tenha conseguido…

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        • Sorry , Terás razão no que disseste. Eu é que não sabia desta pois ter-me-á passado despercebido. Entretanto, podemos procurar essa notícia e, encontrando-a, partilhá-la com os do Clube da Esquina. Obrigado!

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